Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostra que população desconhece as próprias taxas do tipo de gordura produzida no fígado. Cardiologista aponta que um dos motivos é a doença não ter sintoma

 
No Dia Mundial do Coração (29 de setembro) é natural que as pessoas sejam impactadas por campanhas que alertem sobre os riscos que o principal órgão do corpo humano está exposto. Porém, mesmo com fortes ações de conscientização, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 300 mil brasileiros morrem anualmente em decorrência de doenças cardiovasculares – causadas, muitas vezes, pelo colesterol ruim.

Segundo o levantamento ‘O que o Brasileiro Sabe sobre o Colesterol‘, do Departamento de Aterosclerose da SBC, realizado no início de 2017 pelo Instituto Ipsos, 67% das pessoas não sabem quais são as suas taxas de colesterol atuais. O estudo contou com a participação de 850 entrevistados, maiores de 25 anos das cinco regiões do Brasil.

O cirurgião cardiovascular e coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), Diego Felipe Gaia, acredita que são três os pilares sobre esse descuido dos brasileiros com o colesterol: “a falta de conhecimento sobre os alimentos mais prejudiciais à saúde do coração, o sedentarismo – que impede a elevação do colesterol bom (HDL) e eleva o colesterol ruim (LDL) – e a falta de acompanhamento médico para os casos mais graves podem ser considerados os aspectos-chave para o agravamento do problema”.

Silenciosa, doença pode ocasionar morte súbita logo nos primeiros sinais

Ainda segundo o levantamento, 65% das pessoas só realizam os exames após os 45 anos de idade, sendo que 11% dos entrevistados nunca mediram os níveis de colesterol. “Por não demonstrar qualquer sintoma e ser considerada uma doença ‘silenciosa’, muitos brasileiros a negligenciam. O problema é que as consequências podem ser graves e logo nos primeiros sinais ocasionar, inclusive, uma morte súbita”, alerta Gaia.

Controle do colesterol bom (HDL) também é essencial

Embora algumas pessoas acreditem que é melhor manter altas taxas de colesterol bom (HDL) no sangue, o médico lembra que existem os níveis indicados para cada tipo. “Estar fora dos padrões pré-estabelecidos tanto do colesterol ruim (LDL) quanto do colesterol bom (HDL) é prejudicial para o organismo e pode agravar eventuais riscos para a saúde do coração”, finaliza o especialista.

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