Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), 37% dos brasileiros convivem com a chamada dor crônica. A patologia que pode ter origem em lesões de articulação, músculos e ossos, ou órgãos internos, envolvendo ou não compressão de tecido nervoso, é caracterizada, principalmente, pelo fato de não responder aos tratamentos usuais, persistindo após o tempo esperado de cura.

De acordo com a fisiatra, Adriana Athias, especializada em Medicina do Esporte e Acupuntura Médica, o problema não deve ser visto isoladamente, mas uma condição que acontece em um determinado contexto. “A lesão causadora da dor, na maioria dos casos, é desproporcional à intensidade da mesma, sendo os fatores sociais, posturais ou emocionais seus amplificadores”, explica a médica, que investiga até mesmo a altura do travesseiro usado pelos pacientes, exercícios realizados, se há insônia, grau de ansiedade, obesidade e, mesmo, depressão.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO

Para tratar o problema, Adriana prescreve analgésicos, anti-inflamatórios e/ou relaxantes musculares, e em situações específicas, antidepressivos e anticonvulsivantes. Paralelamente ao tratamento medicamentoso, ela indica terapias alterativas, como a laserpuntura. “Trata-se de uma tecnologia que estimula a biomodulação de lesões teciduais e atua na analgesia. Sua eficácia é ainda melhor quando realizada junto com a acupuntura tradicional. São indicadas em torno de 8 sessões”, diz.

Segundo Adriana, entre as dores crônicas mais comuns vistas em seu consultório estão as afecções do aparelho locomotor, como as lombalgias. “Depois delas, vem a dor de cabeça, com predomínio em mulheres”, alerta.

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