Escolher entre ficar e se aventurar é uma tarefa complicada, que envolve um conflito entre o emocional e o racional. Descubra como se livrar da indecisão

Terminar ou não terminar um relacionamento? Mudar ou não de emprego? Trocar ou não o carro? Tomar decisões parece um pesadelo para muitas pessoas. Algumas delas sofrem com isso, postergam até o limite e, no final, ainda se culpam achando que tomaram a pior decisão possível. Por mais que se coloquem na balança os prós e os contras, escolher é sempre uma tarefa complicada. Mas por que é tão complexo? Quais são os processos que ocorrem no íntimo que fazem as pessoas postergarem decisões? “Nós ficamos num conflito do nosso lado emocional com o lado racional. O nosso lado emocional procura o que é o mais desejado para nós, mas o racional busca o que é mais importante”, esclarece a psicoterapeuta e líder-coach, Maura de Albanesi.

INTERFERÊNCIA

De acordo com a especialista, nesse conflito, até pensamos se a nossa decisão vai interferir na vida de outras pessoas, como família, trabalho e amigos: “A gente quer avaliar como o nosso desejo vai repercutir na vida dos outros. Muitas vezes nos questionamos se a decisão não vai contra nossos valores, quais as consequências… e é aí que começamos a nos enrolar”.

Ela exemplifica, descrevendo que o emocional quer mudar de emprego. Mas começam a vir as perguntas: Como vou conseguir? Vou ficar sem dinheiro? Será que vai ser bom? Será que vou conquistar amigos no novo trabalho? Vou me dar bem? E, a partir desses questionamentos, travamos e ficamos estagnados, pois há uma tendência natural de a pessoa entrar na zona de conforto, em consequência do racional.

A DICA? CONFRONTE APENAS OS PONTOS POSITIVOS

Segundo a líder-coach, todas as vezes que se está diante de uma decisão e não se consegue decidir é porque há conflito do racional e emocional, e para sair dele é necessário usar de uma estratégia: “Para tomar decisões, a primeira coisa, e única, que se deve fazer é listar os pontos positivos de cada escolha. O que há de bom em continuar no mesmo emprego? O que eu vou ganhar se mudar de emprego? Respondendo a essas perguntas, enumerando os pontos positivos, você terá uma noção do que é melhor para você”, enfatiza.

MATEMÁTICA SIMPLES

É fundamental tomar a decisão em cima dos positivos porque ela se dará sobre os ganhos, e não as perdas, já que o ser humano odeia perder. “Quando eu levo em consideração os pontos negativos, eu vou ver que posso perder o que tenho hoje na busca por algo melhor, e essa é a zona de conforto”, destaca.

Levando em consideração apenas os ganhos: se aqui eu tenho 10 pontos positivos e lá terei oito pontos positivos, portanto, melhor eu ficar. Assim fica mais fácil decidir.

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